Fim
de ano chegando e acredito ser oportuno conversarmos um pouco
sobre a "Representação Fidedigna" nas demonstrações
contábeis em vez apenas da legalidade jurídica.
Vejo
contadores, muito presos apenas à formalização das transações.
Muitos contadores se prendem apenas ao papel, assim comumente
falando.
O
"CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro" enfatiza essa
necessidade quando informa:
QC12. Os relatórios
contábil-financeiros representam um fenômeno econômico em palavras
e números. Para ser útil, a informação contábil-financeira não
tem só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que
representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar.
Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade
retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser completa,
neutra e livre de erro. É claro, a perfeição é rara, se de fato
alcançável. O objetivo é maximizar referidos atributos na extensão
que seja possível.
Em
outras palavras, temos de registrar todos os fatos relevantes e
tempestivos independentemente do processo formal. Temos que
apresentar a realidade econômica e não só os registros fisicamente
reportados.
Vamos
tirar a viseira de nossos olhos, vamos fazer valer nosso papel dentro
das organizações, sermos “Contadores” de verdade.
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